No meu retorno do Vale do Capão, aproveitei para dar uma passadinha nesses locais e desfrutar um pouquinho mais dessa terrinha abençoada por todos os santos… Bahia.

A foto, a música e o momento especial que marcou essa viagem. Flavia Wenceslau , com certeza, é a trilha sonora que sempre me levará de volta à este encontro com a Bahia.

PALMEIRAS

Do rio e da montanha para a praia e o mar que tanto amo! Quanta energia recebi da natureza! E quanto carinho na alma pelos encontros que também ocorreram nesse rápido e delicioso trecho. Se você leu meu último post sobre o Vale do Capão, deve ter visto que cheguei em Palmeiras acompanhada do meu parceiro “Madagaspar”, bem aventurados em uma caçamba de caminhão.

Lá fui eu visitar a Maraisa e sua comadre Fer Shanti, a designer das pedras iluminadas da chapada – Conheça e, se puder, adquira a sua pedra energizada e encantada pela Lunar Adornos. Aproveitei para fazer um ensaio fotográfico improvisado no quintal da casa da Fer, já no pôr do sol de Palmeiras. Não sou fotógrafa profissional, estou na prática do aprendizado, mas confesso que o resultado desse ensaio me surpreendeu! Fui escolhendo os “cenários”, acertando a luz e tentado obter a essência desse sorriso lindo da modelo de seus belos adornos. Espero que meu professor Rodolfo Massambone da Consultoria Fotográfica fique orgulhoso de mim! Eu fiquei faceira!

A filha da Fer, chamada Elô me encantou pelo caminho da pequenina Palmeiras! Uma menina compondo a cena dessa pacata e histórica cidade, com sua vontade de brincar comigo de pique-esconde na praça da igreja! Bota fofura nisso, não tinha como não registrar essa fotografia.

Mesmo a noite, as casinhas antigas e coloridas, de portas e janelas abertas, contam histórias imagináveis na mente de quem passa por elas. Na pracinha um senhor sentadinho com seu radinho de pilha ao som de viola caipira…

SABORES

Na estadia no Vale do Capão, me apaixonei por um outro licor, o de chocolate do “Jamaica” (assim chamávamos), porque o nome correto da licoteria é Tesouro´s e do dono da receita de ouro: Paulinho. Descobri o mapa, fui conhecer a fonte! Ai Ai… que saudade desse licor! Essa receita é mesmo um tesouro escondido na cidade de Palmeiras.

Nesta passagem por Palmeiras, conheci também a casa da Maraisa e aprendi a fazer pizza de mandioca ralada! Muito fácil: rala a mandioca crua, coloca na frigideira, salpica os temperos e as ervas que desejar e quando a massa estiver crocante, recheia com queijo, brócolis, tomate ou o que a vontade pedir! Uma delicia!!!

A Mara também é vizinha do Joaz, um artista da sucata!!! Como já era noite, não pude entrar pra conhecer seu ateliê, mas tive contato com essa obra ao ar livre:

LENÇÓIS

Saindo de Palmeiras, parei em Lençóis. Conheci o centro histórico, tomei um café delicioso com aquele cuscuz baiano feito com manteiga de garrafa que deixa saudades. Conheci um outro licor maravilhoso em Lençóis, o de coco do “FAZENDEIRO” ! Amei! Gente, eu juro que não sou alcoólatra! Tudo isso com moderação! Mas se ficar na “provinha” já dá um grau. Bem fácil achar o Fazendeiro, fica na rua principal dos bares e restaurantes.

Outro lugar que não poderia deixar de conhecer, foi a Curadoria Tatoo Bar do tatuador e escritos Leo Resende, que conheci num domingo na feira da Vila Caeté-Açu fazendo “caricaturas poéticas”. Óbvio que quis viver essa experiência e fiquei encantada com a minha caricatura poética. Sem dizer nada, parece que ele decifrou a essência da Pequena Mari Pelo Mundo:

Lençóis é um charme à noite! Restaurantes com mesas na calçada à luz de velas, música ao vivo e comida baiana! Ô dÉlícia! Te pago uma dose de licor de coco se você descobrir com quem eu cruzei em Lençóis! Tony, o dançarino das nossas matrizes! Fui conferir a aula dele por lá e fiz um registro da melhor aula de afoxé que já vi e com a trilha sonora afro baiana mais empolgante que já ouvi (confira a trilha sonora da minha viagem pela Bahia):

Visitei também as piscinas naturais do Serrano, em meio às pedras! Lindíssimo! Delicioso ficar ali horas deitada nas pedras! Em Lençóis, me hospedei num hostel de gente muito querida, o Manga Mel.  No dia seguindo, parti pra Salvador, rumo a Morro de São Paulo.

MORRO DE SÃO PAULO

Travessia Salvador x Morro de São Paulo

Para chegar no Morro foi uma aventura! Eu e Madagaspar resolvemos ir por Valença de Ferryboat (ps: mais barato), porém bem mais demorado. Ir de barco direto do mercado modelo são 2h. Se for de ferry, precisa pegar um ônibus e depois um barco, total de 4 horas – diferença de preços: vinte poucos reais de ferry e de barco noventa. Mas digo que mesmo sendo demorado, valeu a pena o passeio de ferry. “See the raimbow in the picture”.

Chegando no Morro, fui ver um lugar para dormir e encontrei um que recomendo muito! Bom, bem localizado e barato, tanto a hospedagem como o restaurante – Passart.

Passamos o dia caminhando e curtindo as praias, uma do lado da outra até as piscinas naturais de Garapuá. Dizem que é longe, que tem que pegar barco, carro e até carroça, mas é só pra ganhar um dinheirinho dos turistas, porque eu e Madagaspar fomos andando e não demorou mais do que 15 minutos. #FICADICA. 

Drink de cacau, maiô de coco, Luau na praia. Morro de São Paulo tem uma vibe mais turística, muitos “hermanos” e excursões. O morro tá bem “pop”, digamos. Mas vale a pena mesmo assim, pelas belezas naturais. Seguindo a sugestão da galera local, fomos ver o tão famoso por do sol do bar do Hotel Portaló (aberto ao público, não paga nada, apenas o que consumir). Realmente é o que há de maravilhoso! As fotos falam por si.

UTILIDADE PÚBLICA: O retorno do Morro!!! Desculpa, mas só a leitura já pode causar náuseas…

Antes da Viagem. A foto do “depois” ficou apenas na memória do meu estômago.

Resolvemos voltar de “catamarã”. Quando ouvir falar neste nome, fuja! A não ser que você viaje entorpecido de remédios para enjoo. A viagem dura 2h e vai por alto mar. Achei estranho quando entrei e um rapaz colocou um saquinho de plástico em frente ao meu acento. Logo nos primeiros minutos de trajeto, a garota ao lado já solicitou lenços de papel e logo em seguida um rolo de papel higiênico foi atirado em seu colo. Só fui entender a necessidade de tanto plástico e tanto papel, quando em 15 minutos de viagem, comecei a sentir muito enjoo! O primeiro “gorfo” rasgou o plastiquinho “pouco resistente”. Logo entendi a necessidade de tantos plásticos e tanto papel, já que vomitei 4 vezes! Por isso fiz questão de relatar essa triste experiência aqui, pois gostaria de ter sido avisada desse “detalhe” antes de embarcar! Existe a opção de ir de barco (com a mesma duração de viagem) e indo pela costa não dá enjoo. O valor da passagem é o mesmo. #FICADICA mais uma vez!

SALVADOR

Minha passagem por Salvador foi relativamente rápida! Apenas 2 dias, mas muito bem aproveitados! Chegamos na hora do almoço, mas sem fome nenhuma, depois da “rebordosa catamarã” rsrs. Madagaspar não vomitou, mas chegou perto! Fomos até o Pelourinho dar uma voltinha e depois encontramos um Hostel muito legal, o The Hostel Salvador. Além de ser tudo muito limpo e fofinho, tem um terraço com uma piscina que é muito especial. Chegamos com Lua cheia! Deixei minha “lembrancinha” no mural deles.

PRAIA DO FORTE

No segundo e último dia em Salvador, resolvemos fazer dele, um dia muito proveitoso! Alugamos um carro ali mesmo na praia do farol, na Localiza próximo do Hostel e fomos até a Praia do Forte passar o dia e conhecer o Projeto Tamar. O projeto é uma graça! A praia é um encanto, à noite os bares e restaurantes são uma delicia para ficar horas, comendo, bebendo e conversando. As praias são lindíssimas! Eu, Gaspar e Luana resolvemos seguir andando pela praia até um canto bem reservado, há uns 2 km depois do Projeto Tamar. Ficamos ali até anoitecer e entramos no mar de noite! Depois voltamos e ainda deu tempo para comer uma pizza vegetariana glúten free e um sorvete! Assim encerrei meus 40 dias na Bahia, do Valo do Capão à Salvador, num mar de emoções, encontros e lugares que abasteceram minha alma de luz, energia e arte para seguir pelo Mundo com esse projeto de encontro com a Pequena Mari aventureira, adaptável e com alma de artista.

Até a próxima expedição, parceiros de viagem!!! 

 

 

 


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